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A namorada multitask

A namorada multitask
O meu namorado não acredita que as mulheres são multitask. Vou provar-lhe que está enganado…

Qualquer mulher que se preze é multitask. E qualquer homem que pense o contrário é parvo. Dito isto, o meu namorado é parvo. Chama-se Paulo, mas não é só por isso que é parvo.

É parvo porque não acredita neste verdadeiro superpoder de desdobramento que nós, as fêmeas, vimos desenvolvendo há séculos. No fundo eu sei que é por inveja. Mas ele diz que é porque as mulheres têm uma imaginação fértil.

Esta gritante falta de perspectiva e conhecimento do íntimo feminino, só por si, já seria desprezível. Mas é ainda pior: ele é tão estúpido que não se limita a dizer estas barbaridades da boca para fora, como qualquer homem normal quando tenta parecer inteligente ou falar de coisas profundas. Não, ele tem toda uma “filosofia” a respeito do tema! Senão, vejam o que o cromo diz:

«O multitasking, ou a capacidade de fazer várias coisas ao mesmo tempo, é um conceito que se desenvolveu com a crescente emancipação da mulher na sociedade. A entrada no mundo do trabalho em condições de igualdade (teoricamente) com os homens, não libertou a mulher do conjunto de tarefas que histórica e culturalmente sempre lhe esteve atribuído, como cuidar da casa e dos filhos».

Até aqui, infelizmente, tudo bem…

«Então», prosseguiu a besta, «para responder à dúvida se seria capaz de desempenhar um cargo no exterior apesar de tantas responsabilidades no contexto do lar, criou essa ficção, a falácia chamada “multitasking”.»

Nessa altura eu pedi permissão para acrescentar um pequeno aparte ao seu raciocínio, que foi o seguinte:

– Tu, para além de parvo, és um imbecil!

Ele concordou, o que prova que nem me estava a ouvir. E continuou:

«A imagem da mãe com o bebé ao colo a mexer a sopa junto ao fogão, enquanto fala ao telefone com as amigas e vai preenchendo o Euromilhões, só funciona num postal ilustrado. Se em vez de um instantâneo idealista fosse um filme em tempo real e pudéssemos observar o que acontece a seguir, veríamos que: o bebé está a chorar o tempo todo, porque tem a fralda borrada há mais de 45 minutos; a sopa só levou metade dos ingredientes e tem excesso de sal; e as amigas estão piursas com ela porque, obviamente, não lhes está a dar atenção nenhuma! Ainda assim, por se tratar de algo tão aleatório que desafia as próprias probabilidades, pode acontecer acertar no Euromilhões, que é o único aspecto positivo a que pode ambicionar, pois aí não teria que fingir fazer montes de coisas ao mesmo tempo, tinha um molho de empregadas que faziam tudo por ela…»

Só não lhe pedi logo ali o divórcio porque ele nunca mais se resolve a pedir-me em casamento. Mas esperem, ainda faltava a “conclusão”:

«Resumindo, o multitasking não é a capacidade de fazer várias coisas ao mesmo tempo. É a capacidade de fazer “MAL FEITAS” várias coisas ao mesmo tempo! Nem nós, homens, que aos vossos olhos nascemos para fazer merda, alcançamos tal maestria. Sim, podemos fazer tudo mal feito, mas uma coisa de cada vez…»

E este foi o testamento que sua excelência, o obtuso, me deixou. O seu legado de mentecapto para a posteridade!

É verdade que, na primeira vez que discutimos o assunto, ele me fez um teste e eu falhei. Eu até pensava que ele me queria saltar para cima para ver se mudávamos de assunto, mas afinal o que ele queria era irritar-me ainda mais:

– Só acredito que és multitasking quando fores a conduzir e me fizeres um broche ao mesmo tempo!

Fizemos algumas tentativas, mas tenho que reconhecer que são duas tarefas incompatíveis. Com ele enfiado à minha frente ou comigo dobrada a mamá-lo no lugar do morto, a tragédia esteve por um tris. Demos tantas voltas que acabámos com ele a lamber-me numa valeta!

Aí dei-lhe alguma razão, mas não toda… Porque, conseguir eu até provei que consigo, não via era o caminho!

Ora, fosse pelas bocas maldizentes sobre as mulheres, fosse por essa patifaria que por pouco não nos custava a vida, este parvo precisava, obviamente, de uma lição! E já que, também obviamente, não possuía essa outra ferramenta quase exclusivamente feminina chamada “intuição”, tinha que ser com uma boa dose de “ver para crer”.

Assim, na segunda-feira da semana passada, quando chegou a casa do trabalho, tinha uma surpresa à espera dele.

Eu estava na cozinha quando ouvi o som das chaves a cair na mesa, seguido da sua voz sexy com o cumprimento que costuma fazer aos desconhecidos:

– Boa noite. Paulo Almeida, professor.

Nunca percebi porque é que ele faz isto. É algo que irrita imediatamente as pessoas, pois parece que a qualquer momento lhes vai ensinar qualquer coisa, o que é de uma arrogância atroz!

Enfim, os meus convidados não se desmancharam e, à vez, responderam-lhe na mesma moeda:

– Danillo, canalizador.

– António, servente de pedreiro.

– Hipop-tusa, cantor rap.

– Telmo, desempregado, ‘tás a ver?

Eu acabava de empratar uns mini-folhados de salsicha para os convidados quando o senti atrás de mim, a apalpar-me o cu, que era a sua maneira carinhosa de me dizer boa tarde.

– Vamos ter obras em casa? Não me disseste nada…

– Porque é que dizes isso?

– Tens ali uma equipa de empreiteiros à espera.

– Tu não és preconceituoso nem nada… Para ti, se é africano trabalha nas obras! Sabias que o meu ginecologista é de ascendência africana?

– Nunca me falaste do teu ginecologista…

– Porque sei que tu não te interessas nada por essas coisas.

– Ora essa, interesso-me e muito – e deu-me um valente apalpão na cona.

– E é bom? Digo, o teu ginecologista?

– É o melhor! – respondi, já meia a arfar, pois ele continuava a massajar-me a racha. – Eles, com aqueles mangalhos enormes, sabem melhor que ninguém as maldades que fazem aos nossos pobres buraquinhos!

– E depois eu é que sou preconceituoso… – responde o parvo.

– Anda mas é fazer companhia aos nossos convidados – e puxei-o para a sala onde as visitas aguardavam.

Instalámo-nos todos e falámos um bocadinho disto e daquilo, até que, vendo o ar cada vez mais anormal do parvo, perdão, do Paulo, decidi revelar a razão por que tinha convidado aquelas pessoas para nossa casa:

– Sabem que o meu namorado não acredita que as mulheres são multitask? Que são capazes de fazer várias coisas ao mesmo tempo? Pelo menos bem feitas… Pois hoje vou provar-lhe que está enganado!

E dito isto, levantei-me e ergui o vestido, revelando que nada tinha por baixo a não ser todo um mundo de maravilhosas possibilidades!

Tirei-o pela cabeça, ficando completamente nua diante da minha plateia. A sala encheu-se de olhos faiscantes que salivavam de ganância! Todos me comiam com eles bem abertos e sôfregos, menos a cavalgadura do meu mais que tudo, que me olhava perplexo e com um ar reprovador. Virei-me para ele e perguntei:

– Quanto é que apostas que faço vir estes quatro senhores ao mesmo tempo?

A cara de parvo do parvo, perdão, do Paulo, era indescritível! Uma mistura de espanto, nojo e incredulidade. Como se tivesse dúvidas de que aquele momento era real.

– Queres que te belisque para saberes que estás acordado?

Ainda não tinha acabado de dizer esta frase e já os meus quatro convivas me rodeavam. Eram todos valentes matulões à vista desarmada. Restava saber o tamanho da arma que tinham entre as pernas…

Sentia apalpões pelo corpo todo e fiquei logo com uma tesão descomunal. Rapidamente, agachei-me e comecei a desembainhar, uma por uma, as espadas sequiosas que as calças abrigavam. Mal vi a primeira e senti-me como um explorador que tivesse descoberto o Santo Graal!

E os outros não lhe ficavam atrás… Aquilo, minha gente, eram caralhos!

Pobre Paulo, para além da dor de corno deve ter-se sentido bastante diminuído, porque nem nos seus mais belos sonhos seria páreo para aqueles colhões de touro lindo e para aquelas narças de lide atómica! Era cada verga e cada par de tomates que, se não fosse a tarada que sou, tinha ficado com medo!

Libertados dos respectivos curros, aquelas vigas pulsantes começaram às cabeçadas na atmosfera, como se procurassem furiosamente outra casinha, mais molhada, para se acoitarem.

O primeiro, notoriamente o líder da matilha, atacou-me como quem apresenta um plano de intenções, atestando desde logo que o melhor remédio para combater as indecisões é ir directo ao assunto! Aproveitando que eu ainda estava de joelhos, chegou-se à frente, isto é, por trás, e encheu-me a cona de caralho só de um sacão! Mesmo na cara do Paulo que, apesar daquela evidência, ainda assim parecia descrente. Estava completamente apardalado…

Depois, querendo experimentar mais iguarias, o macho alfa virou-me ao contrário e enfiou-me uns bons 20 centímetros de carne escura pelas goelas abaixo! Como eu, arrombada daquela maneira, instintivamente apoiara as mãos nas suas pernas para tentar mantê-lo a uma distância segura, temendo que me rebentasse as cordas vocais, um dos parceiros, ganhando coragem com a inspiração do líder, chegou-se por trás e puxou-me pelos braços. Assim esticada e com tanto caralho na boca parecia-me que, sem querer, tinha engolido metade!

Felizmente, o outro percebeu que segurar braços não mata a tusa a ninguém e passou também ele à acção. Levantou-me pelos quadris e lá vai disto, todo lá dentro no cu da querida!

Gritei de surpresa e pelo comprimento da lombriga, que parecia que nunca mais parava de entrar! Eles eram todos assim, muito pescoçudos, e eu pensei, “que rica mãe, para criar uma descendência tão generosa”. Não interessava que nem fossem irmãos ou que um viesse de Angola, outro de Cabo Verde e dois de Moçambique.

Claro que estes últimos, que ainda observam a cena na expectativa, quiserem também juntar-se à festa, o que convinha aos meus propósitos. É preciso não esquecer que, naquele momento, eu era uma mulher a tentar provar um ponto de vista. Muito bem fodida, é verdade, mas por interesse sociológico, até mesmo científico…

Então, depois de já me terem atirado ao chão, sempre sem parar de bombar dentro de mim…

…os dois egoístas que me tinham atacado primeiro resolveram mudar para uma composição mais democrática. Puseram-me outra vez de quatro e fizeram-me uma cernelha. O da frente continuava a pegar-me de caras, com o talo a fazer vai e vem dentro da minha pobre boquinha. Atrás, o rabejador mantinha a narça bem enterrada no meu cu. Num dos lados, alguém se divertia a espremer-me as mamas. Faltava o outro, que rapidamente se colocou do lado contrário com o seu sempre-em-pé a jeito de o esgalhar.

E assim estava eu, dividida e multiplicada ao mesmo tempo, a gemer como uma vaca no epicentro do mais harmonioso happening multitasking que o palerma do meu namorado já vira!

Não resisti a olhar para ele, repetindo-lhe a pergunta estúpida que me está sempre a fazer quando estamos a foder:

– Estás a gostar?

De certeza que aprendeu essa pérola nos filmes porno que jura que nunca vê…

Danado, virou a cara com nojo, mas vi que continuava a espreitar pelo canto do olho, sem querer perder pitada daquele deboche colectivo.

Alheios às movimentações exteriores, os meus habilidosos obreiros continuavam caídos de empreitada em cima de mim. Até que acharam prático acomodar-se melhor, pois a noite ainda era uma criança e tinham muito que dar ao cu.

Então, carregaram comigo para o sofá, onde um deles já estava deitado e se encaixou no meu olho do cu, de onde escorreu logo uma lagriminha de alegria. Outro chegou-se pela frente e, sem cerimónias, enfiou-se-me na cona. E os restantes dispuseram as suas viçosas bandarilhas como dois volumosos corrimões, para eu me poder equilibrar.

Sentir as mãos cheias de picha e aqueles dois caralhões dentro de mim, tão grossos que pareciam roçar um no outro dentro dos meus canais, era maravilhoso. Mas foi quando um deles decidiu desfazer a formação e encaixar o seu bacamarte no meio dos outros dois, executando assim uma tripla penetração dos meus buracos, que explodi duma maneira frenética…

Segundos antes sentia-me ainda longe do orgasmo mas, ao ser cravada daquela maneira, uma detonação súbita de prazer acelerou por mim acima, fazendo-me vir abundantemente e gritar como uma doida!

A partir daí, fiquei por todas e vim-me de forma consecutiva nem sei quantas vezes! Um caralho, dois caralhos, três caralhos, quatro caralhos enfiados, mil orgasmos aviados…

Quanto aos meus companheiros de depravação, ao longo da noite mostraram uma capacidade de resistência só proporcional ao tamanho das suas vergas, vindo-se cada um deles três ou quatro vezes.

Até que, farto de me ouvir gemer, gritar e babar, e de ver tanta gosma esporrada por cima de mim, o Paulo decidiu finalmente bater com a porta.

Eu mantive as portas abertas até de mad**gada, e um dos meus “amigos” ainda ficou para o after. Terminou em beleza, já de manhã, apontando-me o seu lindo canhão e disparando uma orgulhosa salva mesmo no meio da testa! Foi uma noite de encher a cona e lamber os beiços!

Foder, dar o cu, lamber, chupar, dedar, gemer, gritar e fazer vir quatro gajos repetidas vezes, tudo isso enquanto punha os cornos ao meu namorado… Se isto não é multitasking não sei o que pode ser!

Assim que, meninas, já sabem: da próxima vez que o vosso namorado vos vier com merdas a respeito dos nossos superpoderes, contem-lhe a minha história. Mais não seja com medo que vocês lhes dêem a mesma lição que eu, vão concordar com tudo o que disserem!

É o que, inevitavelmente, vai acabar por acontecer ao Paulo. Tudo isto se passou há já uma semana e ele não deu sinal senão hoje. Está lá em baixo no carro, a ganhar coragem, mas mais tarde ou mais cedo ele volta. O Paulo é parvo mas não é maluco. Maluca sou eu, mas ele é um querido e perdoa-me tudo, faça eu o que fizer. Aliás, vou mas é já passar a pomada no cu porque, quando ele se zanga comigo, gosta de me enrabar com força. O palerma pensa que assim me castiga. Coitado, continua a não fazer a mais pequena ideia de como funcionam as mulheres…

Créditos:
Armando Sarilhos

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